
Folha retirada de um diário
Sábado, 7 de maio de 2003, 6:50
Querido diário,
Pelo o horário deve saber que não dormi nem um pouco, não é? E não dormi mesmo. Revirei-me a noite toda, pensando e pensando nele. Não sabe de quem eu estou falando, eu sei. Fazia tempo que não mencionava esse tipo de coisa por aqui, desde… Ah, desde o ultimo idiota me apaixonei e resolvi mudar tudo. E naquele dia, havia prometido para você que eu realmente não mencionaria mais nada que me fizesse tirar da tal da realidade, mas nessa vez, caramba foi inevitável. Logo quando eu entrei na festa de ontem, meus olhos foram direto para ele, automaticamente, entende? Como se eu realmente estivesse ido lá só para encontrá-lo. Devia ser novo por lá, nunca havia o visto. Estava no canto, com alguns de seus amigos. Camisa branca, calça jeans, moreno, olhos verdes, e para completar… Um sorriso infinitamente perfeito. Não só o sorriso, mas ele por inteiro, é lógico. Os amigos deles também não eram nada mal, alias ninguém daquela festa era, mas ele… Ele tinha algo diferente, que eu ainda não descobri o que é, e não é só do sorriso que eu estou falando. É do seu jeito, mesmo que não o conheça direito. O jeito como ria, e como dizia as coisas. Na metade da festa já havia quase esquecido na presença dele, e nem podia ficar olhando o tempo todo para ele, numa festa daquela. Mas daí… Sem querer quando eu virei para trás, nos esbarramos, e para dizer verdade quase o xinguei, e então os meus olhos encontram os dele e foi quase inevitável não deixar de sorrir. Ele pediu desculpas logo de cara, e eu dei de ombros. Não queria que ele percebesse que estava afim dele, ele não era como os outros. “Posso te pagar uma bebida, pra não ficar a má impressão?” Ele riu, e logo em seguida sussurrou alguma coisa que eu não consegui ouvir direito. Eu ri junto, esquecendo o meu “to nem aí” de segundos atrás. E disse que a culpa era minha por ser tão desastrada. Mas no fim das contas, ficamos a noite toda sentados na guia da calçada, já que lá dentro mal conseguíamos conversar direito. Falamos sobre quase tudo, e eu quase não vi o tempo passar. Fazia tempo que não me sentia daquele jeito sabe? Despreocupada com tudo, só interessada no momento, querendo que não acabasse nunca. Ele quis me levar de volta para a casa, e eu aceitei. Talvez não devesse, mas… E daí? Foi só uma carona, certo? Nada mais. Quando chegamos em casa, ele fez questão de abrir a porta do carro para mim. Não me lembro de alguém antes ter feito isso para mim. Quando estava abrindo porta de casa, ele disse até amanhã. Será que ele ira voltar aqui? Veremos-nos realmente hoje? Tomara que sim. Não vejo a hora de poder olhar novamente para aqueles lindos olhos verdes e aquele sorriso, que me faz sorrir de volta.
P.S.: Pelo que eu me lembre, isso seja sintomas de paixão.
P.S.: Ir com calma dessa vez. (am0r-impefeito)
Folha retirada de um diário...Sábado, 7 de maio de 2003, 6:50
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